abril 06, 2004

Smile 71

Eu não posso deixar passar em claro a seguinte situação:
A Mariah Carey é uma guinchadeira!
E não digo isto de ânimo leve, não senhor. É uma guinchadeira das grandes.
E é uma guincadeira porquê, perguntará a pessoa que (ainda) lê este blog.
Pois bem, eu explico.
A gaja guincha que se farta. É simples. Não há uma música em que a criatura não solte um agudo ensurdecedor, capaz até de acordar um deputado na assembleia. Vou mesmo mais longe: …ahamm…humm…não, não vou, fico por aqui.
É que até poderia ser compreensível, soltar guinchos daqueles. Se ela fosse uma funcionária do inferno e estivesse a castigar algum pecador (e tinha que ser um pecador dos piores…). Mas não. A gaja gosta de abrir a goela e fustigar-nos com aquele som por “toma lá aquela palha”, assim, sem mais nem porquê.
Eu acho que na realidade a tipa não é grande cantora. Mas deve ter sido ouvida a dar um daqueles guinchos por um promotor de uma qualquer editora e o gajo, num momento de loucura, resolveu contratá-la.
“Ah, mas eu não sei cantar”, terá dito a moça, ao que ele respondeu “Ó filha, caga nisso. A malta arranja-te aí umas musiquinhas de ir ao cu e tu só tens que, pelo meio, dar um desses guinchos. Vais ver que o público vai logo dizer que tens uma voz fantástica.”.
Tudo bem, também conta o facto de ela ter uma mamas do tamanho de um comboio e de ficar toda boazona quando usa aqueles calções justinhos. Aliás, é muito provável que após uma das suas actuações com esses calções exista uma equipa de bombeiros à espera, para desencarcerar os calções do sítio onde eles estão enfiados. Eu próprio, se tivesse uns calções enfiados no cu daquela maneira também guinchava. Mas é que ela guincha mesmo quando não está de calções.
Realmente acho muito injusto que algumas artistas se aproveitem do facto de terem um bom poder de berro para fazer carreira.
Veja-se o caso da Dulce Pontes. A mulher até estava a conseguir construir uma boa carreira, sólida, bem conseguida e com bastante mérito. Mas eis que de repente se lembra também de começar a soltar o belo do berro em todas as músicas. Lá está ela, muito bem a cantar um fadinho, quando de repente surge do nada um berro. Porquê?!
E depois há também a questão de começar a improvisar, ao bom estilo do jazz. É que isto pode até ser prejudicial para a produção do país.
Há não muito tempo, durante um concerto dela, houve mesmo sete fábricas, entre as quais a Lisnave, que pararam absolutamente com o trabalho. É que na altura do berro os trabalhadores largaram todos o que estavam a fazer e foram logo direitinhos ao cacifo buscar a marmita e a garrafinha de Reguengos…
Depois sou eu que implico…

Publicado por Pikes em 05:52 PM | Comentários (3)